Qualidade é peça-chave para o slow fashion

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Qualidade é peça-chave para o slow fashion

Atemporalidade e durabilidade marcam coleções das marcas que se estão no LABmoda2019

A qualidade de roupas e acessórios é um pilar fundamental para o slow fashion. Muito mais do que procurar oferecer produtos mais sustentáveis ao consumidor, a qualidade é parte do propósito do lowsumerism: consumir menos e melhor. E para que esse conceito se torne cada vez mais uma realidade, as peças precisam ficar mais tempo no guarda-roupa dos consumidores, ou seja, ter maior durabilidade.

Alternativa ao sistema de produção em massa e globalizado da indústria fast fashion, o slow fashion propõe então uma moda com mais qualidade em todos os aspectos, com respeito ao meio ambiente e valorização das pessoas envolvidas na confecção. Para as marcas, isso significa um cuidado maior com cada etapa de produção, para garantir ao consumidor um produto único, sustentável e duradouro.

Até o dia 14 de julho, o LABmoda 2019 reúne em Curitiba mais de 20 marcas que usam o slow fashion como método de trabalho. Para os estilistas, o slow contraria a produção de coleções baseadas em tendências passageiras, priorizando peças atemporais e de qualidade.

É o caso da Felícia Pretto, marca curitibana de roupas femininas de couro. “A proposta é consumir menos e melhor. Por isso, as peças precisam ter grande qualidade e durabilidade, além de sofisticação”, diz a estilista Felícia Pretto. Segundo ela, achar que o couro animal não pode ser sustentável é uma ideia errônea. “O “couro” sintético não tem nada de ecológico. É um material a base de petróleo, que polui mais e dura menos”, explica.

Quem também preza pela atemporalidade e qualidade de suas criações é a estilista Iara Siviero, da marca ConBase. Com foco em roupas sob medida para o público feminino, Iara critica o consumo exacerbado do fast fashion: “as tendências escravizam os consumidores e tornam as peças obsoletas; menos é sempre mais”.

A compreensão e participação do público consumidor também é importante para que essa moda mais lenta e sustentável ganhe cada vez mais espaço. Para Karin Oliveira, estilista da marca curitibana estúdio363 o movimento do slow fashion busca justamente conscientizar os clientes sobre os processos e uma nova forma de produção e não falar para ele parar de consumir. “A ideia não é produzir seguindo tendências momentâneas, mas criar peças atemporais, trabalhar uma moda de mais qualidade, com mais calma, atenção maior aos detalhes, respeitando o tempo e as pessoas”, resume ela.

A comunicação com os consumidores por meio das redes sociais é uma das formas de aproximar o público desse método. Segundo os estilistas, com a interação as pessoas podem acompanhar todo o processo de cada peça, conhecer a sua história e se assegurar da qualidade empenhada em cada etapa. Além disso, o contato direto com os consumidores em eventos como o LABmoda é também uma forma de aumentar essa conscientização.

“As pessoas também querem essa experiência real e o LAB é uma oportunidade de apresentação das marcas, de levar nosso contexto e os nossos valores para os consumidores”, acredita Felícia.

Fonte: https://www.labmoda.com.br/single-post/2019/07/02/Qualidade-%C3%A9-pe%C3%A7a-chave-para-o-slow-fashion

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